Phillip Long, no Sesi Rio Claro

O que: show “Manifesto de uma pequenina vida”

Quando: 29 de novembro, às 20h

Onde: SESI Rio Claro

Sobre: Phillip Long é um cantor, compositor e instrumentista de Araras que transforma sua música em resistência. Suas canções passeiam pelo folk de Dylan, o britpop dos anos 90 e o pós-punk inglês de Morrissey e dos Smiths. Suas músicas falam de amor, frustrações, relacionamentos e outros aspectos pessoais de sua vida. Considerado pela crítica especializada como o maior folker brasileiro dos últimos tempos. Em pouco mais de cinco anos de carreira, foram onze álbuns lançados e shows com ingressos esgotados no Sesc Vila Mariana.

Em seu mais novo trabalho, “Manifesto”, há uma relação explícita com a música brasileira, seja pela poesia que remete a Belchior, seja pelos arranjos caipiras de Boldrin e Sater. Seu 12o álbum despe o músico das grandes produções da indústria fonográfica e soa como uma declaração explícita de oposição à forma como a música tem sido tratada. Ao mesmo tempo, Long soa sincero e passional.

A produção ficou a carga do próprio músico, em parceria com Eduardo Kusdra (também responsável por violões, piano, percussão eletrônica, hammond e sintetizador) e traz 12 canções que retratam um lado mais orgânico de lidar com a composição, “cheio de regionalismo e América Latina”, como define o próprio músico.

Em “Manifesto”, Long leva seu estilo intimista de encontro com a música brasileira, e por se tratar de seu primeiro registro completo em português, o folk (fio condutor da maior parte de seus discos) ainda está em seu trabalho, mas flertando com o que o Brasil produz (e bem) longe dos grandes centros urbanos. Aparecem aqui o ideário hippie (“Pra quem já quis fugir pro mato”) as road songs de quem desistiu de tudo (“Balada de um compositor de amargo”), o inconformismo (“Eu já nem leio jornais”) e, principalmente, a sinceridade de quem discorda e se posiciona sobre o presente (“Sobre dinossauros e saqueadores” e a faixa-título).

O álbum se apresenta com a canção que dá nome a ele, e Phill dimensiona sua musicalidade dizendo “me basto com o que tenho, com o que cabe em minha mão”. E nas mãos dele, cabem melodias e arranjos intimistas.

Para quem conhece Long pelos seus trabalhos em tributos diversos (“Sentimental”, no tributo do Los Hermanos; “Como nossos pais”, no tributo ao Belchior; “Live Forever”, no tributo ao Oasis; “Terra de gigantes”, no tributo ao Engenheiros, ou no mais recente tributo ao Skank, com “Resposta”; dentre outros) ou mesmo em sua curta e produtiva carreira, “Manifesto” é a chance de ouvir o músico em sua essência.

O álbum conta ainda com participação de Big Chico na gaita (“Sobre dinossauros e saqueadores” e “Contando trocados”), Aramís Rocha no violino (“Manifesto” e “Poeira de estrelas”), Paulinho Leme na sanfona (“Curva de rio”), Adair Torres no pedal steel (“Balada de um compositor amargo”) e Daniel Coimbra no baixo (“Contando trocados”) e pandeiro (“Às vezes tenho tanto medo”).

No Teatro. Entrada franca. Dentro do Território SESI-SP de Arte e Cultura. Produção da Arte&Efeito.